REVISTA DA UFG - Tema ENSINO SUPERIOR
Órgão de divulgação da Universidade Federal de Goiás - Ano VII, No. 2, dezembro de 2005

MORAES, C. C. P.; SANTOS; A. F. ; MADUREIRA, J. M. A.; SCHITTINI, G. - O ensino de história e a educação patrimonial: uma experiência de estágio supervisionado. Revista da UFG, Vol. 7, No. 2, dezembro, 2005, on line (www.proec.ufg.br)

O ensino de história e a educação patrimonial: uma experiência de estágio supervisionado
Cristina de Cássia Pereira Moraes1, Ataíde Felício dos Santos2, João Marcelo do Amaral Madureira3, Giovanna Schittini4
   

Resumo: O objetivo deste artigo é apresentar o projeto de estágio desenvolvido por discentes da Licenciatura de História da UFG sobre a Educação Patrimonial na primeira fase do ensino fundamental.  A análise dos eixos temáticos: “Educação Patrimonial e a valorização da cultura goiana” e Educação Patrimonial voltada para os bens culturais no século XX”, possibilitou o conhecimento das características centrais de nossa região e das dimensões sócio-culturais de nossa sociedade contribuindo para a identidade cultural de nossos educandos.

Palavras-chave: educação; patrimônio; identidade regional.

A memória coletiva é uma das maiores garantias de nossa identidade cultural e por este motivo devemos estar centrados em um trabalho permanente voltado para a Educação Patrimonial e para a história cultural do Estado de Goiás. O caminho que nos permite esta apropriação de conhecimentos referentes às manifestações culturais de nosso Estado é o processo educacional.

Um processo de ensino-aprendizado sensível às questões referentes à identidade cultural goiana deve se preparar para a formação de seres humanos que sejam capazes de conhecer a sua própria história cultural, além de estimular nas crianças a prática saudável da reflexão histórica. Nesse sentido, o ensino de história possibilita, desde as primeiras fases do processo de aprendizado, a apreensão das noções de cidadania e responsabilidade social e conseqüentemente o processo de constituição da personalidade de cada indivíduo. Esse processo faz parte de uma política cultural que é construída nos cruzamentos das diferentes demandas sociais que permeiam a sociedade. Nesse contexto, a cultura é um espaço privilegiado que nos permite, de forma crítica, trabalhar nos contrastes, nas diferenças para possibilitar aos sujeitos desse processo rever-se, e nesses espelhos se entenderem individual e coletivamente. A política cultural é sempre um ato de iluminação, de transformação. Não é um processo de contemplação ou de afirmação de uma situação dada, mas de enfrentamento: é a criação de espaços sociais de construção de cidadania, de participação, de libertação.[1]

O principal objetivo da educação responsável deve se basear no esforço em auxiliar os estudantes na elaboração do conhecimento histórico, na investigação da realidade, refletindo a respeito de sua ligação com um passado mais distante, buscando compreender a historicidade das representações culturais, ou seja, um ensino de história voltado para sujeitos históricos deve propiciar um conhecimento mais amplo da realidade em que vivem.

Para além disso, podemos analisar como a memória – individual, familiar e coletiva – está na configuração do que entendemos como “patrimônio cultural”. A definição mais abrangente do termo “patrimônio” indica bens e valores materiais e imateriais, transmitidos por herança de geração a geração na trajetória de uma sociedade. A idéia de cultura não é mais aquela que indicava acúmulo e refinamento de informações e conhecimentos, mas a de um processo contínuo de transmissão de valores e crenças, de saberes e modos de fazer e de viver que caracterizam um grupo social, uma comunidade. O patrimônio cultural se manifesta assim, como um conjunto de bens e valores, tangíveis e intangíveis, expressos em palavras, imagens, objetos, monumentos e sítios, ritos e celebrações, hábitos e atitudes, cuja manifestação é percebida por uma coletividade como marca que a identifica, que adquire um sentido comum e compartilhado por toda a sociedade. Trabalhar com a educação patrimonial não pode ser uma tarefa de passagem de informações e discursos pré-fabricados, mas levar o educando no processo de conhecimento, a identificar o significado atribuído às coisas por uma determinada cultura, a mergulhar no universo de sentidos e correlações que eles oferecem à descoberta, a procurar entender a linguagem cultural específica utilizada naquelas manifestações e envolver-se efetivamente com elas, através das vivencias e experimentações. A Educação Patrimonial pode ser, um instrumento chave para a leitura do mundo e para a comunicação com o outro.[2]

Mas, como trabalhar com a educação patrimonial? Exemplos de atividades educacionais são fornecidos por inúmeros colegas preocupados com essa temática. [3]Como proposta de trabalho com patrimônio histórico e/ou cultural em sala de aula, concretamente, apresentamos nossa experiência desenvolvida com estagiários do Curso de História juntamente com o Centro de Pesquisa Aplicado à Educação-CEPAE da Universidade Federal de Goiás durante o ano de 2003.

A construção da proposta desenvolvida junto aos estagiários foi direcionada à primeira fase do Ensino Fundamental do CEPAE fundamentando-se na proposição adotada e elaborada pela sub-área de História, que visa o aperfeiçoamento do conceito de sujeito histórico em seu processo educacional, buscando, dessa maneira, uma compreensão teórico- pedagógica que considera a criança e o professor como sujeitos históricos ativos, responsáveis por um processo de ensino aprendizagem satisfatório, ambos inseridos na teia de relações sócio-culturais. Nessa direção priorizamos o projeto educacional para alunos da 3º série do Ensino Fundamental, bem como, adotamos como referência teórica metodológica autores da História cultural e outros que puderam auxiliar nossos diálogos acerca da Educação Patrimonial no Estado de Goiás e no Brasil. Nosso objetivo era, para além de ajudar na construção de um saber criativo e reflexivo, discutir a relação da construção da identidade, da educação patrimonial e a prática da cidadania.

O pressuposto básico para o trabalho nas diferentes áreas do conhecimento da primeira fase do Ensino Fundamental é a dialogicidade. Ou seja, o professor é um interlocutor necessário à produção do conhecimento escolar, pois, compreende o espaço de sala de aula como um espaço de produção do saber sistematizado ao valorizar a atitude do aluno em reconhecer o professor como um mediador entre o conhecimento científico e o saber que os alunos dominam. Nesse sentido, busca-se a participação oral do aluno, o respeito às formas de expressão dos colegas, a busca incessante por informações que poderão se converter em diferentes formas de conhecimento.

Na coleção adotada desde 2003 de Dora Schimitd: Historiar: fazendo, contando, narrando a História há o destaque de alguns aspectos que dizem respeito aos procedimentos metodológicos que fundamentam a organização do conteúdo sobre a Educação Patrimonial como a formação dos conceitos, procedimentos explicativos e procedimentos investigativos. O conteúdo da disciplina na 3º série parte do eixo temático: História das organizações populacionais, elegendo-se como tema a Criança e suas relações em seu contexto imediato e as possibilidades de construção de espaços ampliados de vivência na cidade. Essa temática contribui para que o aluno perceba o local onde mora como um espaço de sociabilidade, onde as pessoas interagem, produzem e vivem histórias, problematizando como a história da cidade de Goiânia desde a sua fundação, contribui para estabelecer semelhanças e diferenças com outros espaços urbanos em diferentes tempos e lugares. Outrossim, propicia o desenvolvimento de estudos do meio em que o aluno possa vivenciar experiências variadas como visitas aos museus, ao centro histórico, a exposições de arte e outros espaços relacionados ao tema em estudo.

Como o assunto ainda não havia sido abordado de forma satisfatória por outros livros didáticos, utilizou-se também de uma vasta bibliografia acadêmica, na tentativa de produzir para os alunos um material acessível a seu grau de compreensão da realidade.

Assim, em nosso entendimento, um dos elementos fundamentais para a realização de um trabalho de educação patrimonial que realmente possa contribuir com o resgate da identidade e a formação da cidadania é o cuidado com a recuperação dos contextos históricos em que foram produzidos. E, recuperar os contextos é sobretudo não ocultar os diferentes interesses, as contradições e os conflitos que marcaram o período em estudo.[4]

A partir dessas reflexões apresentamos a experiência de dois projetos desenvolvidos por graduandos do curso de História sobre como a educação patrimonial pode criar estratégias que contribuam para a identidade e a formação do cidadão crítico.

A Experiência

O trabalho realizado na III Escala teve como principal objetivo o diálogo entre os seguintes eixos temáticos: “Educação Patrimonial e valorização da cultura goiana” e “Educação Patrimonial voltada para os bens culturais surgidos no século XX (Goiânia, Brasília e Palmas)”. A análise destes dois eixos temáticos possibilitou aos alunos o conhecimento das características centrais de sua região, trazendo-os à compreensão da realidade que os circunda, possibilitando, mesmo que com um caráter micro-analítico, perceber as dimensões sócio-culturais de sua sociedade, para que ao seu modo, construa sua noção de identidade cultural.

Desde a primeira aula o projeto de estágio buscou contextualizar a história regional enfocando o início do povoamento das terras goianas com a chegada da Bandeira de Bartolomeu Bueno da Silva na primeira metade do século XVIII. Neste sentido, fizemos a leitura individual e em grupo do texto produzido pelos  estagiários Giovanna Schittini e João Marcelo Madureira: “O povoamento de Goiás” . Foi analisado e desconstruído o mito do Bandeirante aventureiro e descobridor do sertão goiano. Essa abordagem foi pensada no sentido de situar o bandeirante como produto do seu tempo e não como um “caçadores de índios, sanguinários, mocinhos, desbravadores, dentre outros; e sim, como homens e mulheres que povoaram o território goiano.

A partir da terceira aula, ressaltamos alguns pontos importantes acerca da história cultural goiana nos séculos XVIII e XIX, utilizando a linha do tempo para que as crianças pudessem se deslocar com maior facilidade nestes quase trezentos anos de história goiana. Neste sentido, enfocamos três cidades do século XVIII, para que os alunos compreendessem um pouco melhor as origens do chão que elas pisam e da realidade que elas vivem: as cidades de Goiás e Ouro Preto - Patrimônios Históricos da Humanidade - e a cidade de Meia Ponte- atual Pirenópolis, Patrimônio Histórico Nacional. Ao voltarmos à formação dos primeiros núcleos de povoamento de Goiás, nos deparamos com a Vila Boa de Goiás, antiga capital goiana e hoje Patrimônio Histórico-cultural da humanidade. Uma breve reflexão histórica possibilitou aos alunos o reconhecimento dos motivos que levaram a Cidade de Goiás à condição de Patrimônio da humanidade. Nesse desenrolar das aulas, os conceitos de Patrimônio Histórico-cultural, memória coletiva, identidade cultural, cidadania foram amplamente analisados por todos os envolvidos,  professor supervisor e orientador, estagiários e alunos.

Na quarta e quinta aulas o objetivo principal foi a análise da Educação Patrimonial e sua importância dentro de um contexto de necessidade de preservação do patrimônio material e imaterial, móvel ou imóvel, através de um trabalho contínuo e sistemático de valorização da identidade cultural goiana e da cidadania. Nestas duas aulas chamamos a atenção das crianças para as diversas formas que os bens culturais podem apresentar (podem ser móveis ou imóveis, materiais ou imateriais). Algumas fotografias de Ouro Preto e da Cidade de Goiás, assim como mapas, atividades de produção de redações e um texto didático intitulado “Nosso Patrimônio Histórico-Cultural” auxiliaram as crianças na percepção de alguns traços principais da cultura goiana.

Na sexta aula dialogamos sobre a importância da Educação Patrimonial e do IPHAN, realizando debate a respeito das atividades desenvolvidas na aula anterior, retomando o exemplo da Cidade de Goiás como Patrimônio Histórico-cultural da humanidade. Algumas noções indispensáveis à compreensão da Educação Patrimonial e das responsabilidades sociais do IPHAN também foram exemplificadas em sala de aula, como por exemplo, preservação, cultura, restauração, conservação, adaptação, reforma e tombamento. O texto didático utilizado nas aulas anteriores teve sua análise finalizada nesta aula.

Na sétima e oitava aulas o tema analisado foi : “O papel do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e as tragédias na Cidade de Goiás e Pirenópolis”. O diálogo neste momento se concentrou na atuação do IPHAN na preservação, proteção, restauração e fiscalização dos bens culturais brasileiros e na valorização dos principais traços da cultura goiana, além do papel da população na preservação de sua história e cultura. A falta de cidadania e irresponsabilidade social, juntamente com as medidas inadequadas tomadas pelo Instituto, ocasionaram a enchente que destruiu grande parte do centro histórico da Cidade de Goiás em 2001 e o incêndio na Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário de Pirenópolis em 2002. Para auxiliar as crianças na discussão e compreensão deste tema utilizamos um texto didático intitulado “Proteção do Patrimônio: um desafio permanente”, fotografias de Pirenópolis e da Cidade de Goiás e artigos do jornal O Popular: “Falta caminhão anti-incêndio” e “Cidade de Goiás continua sem obras contra enchentes”. Atividades envolvendo os três textos foram iniciadas em sala para serem concluídas em casa.

Na nona aula, a prioridade foi o debate acerca dos textos produzidos pelos alunos. Através da leitura promovemos um diálogo que possibilitou o aprofundamento das possíveis causas que levaram Pirenópolis e a Cidade de Goiás aos acontecimentos lamentáveis mencionados acima. Desenhos que retratam a Educação Patrimonial também foram produzidos pelos alunos e os ajudaram na compreensão de que é extremamente importante a preservação de nossos bens culturais.

Na décima e décima primeira aulas foram realizadas a leitura de dois textos do livro Historiar-3 de Dora Schimidt: “Encantos centenários” e “Cidades de Antigamente”. Nestas aulas ressaltamos com o auxílio de um mapa múndi, as fortes influências culturais portuguesas nas cidades brasileiras de antigamente, principalmente as escolhidas por nós: Ouro Preto, Goiás e Pirenópolis. Neste caso, voltamos à explicação dos conceitos de bens materiais e imateriais, mostrando ao aluno que os portugueses não traziam as igrejas barrocas dentro de suas embarcações, mas sim a idéia artística (bem imaterial) surgida na Europa. Uma vez demonstrado que os portugueses trouxeram a idéia da estética do Barroco colonial, passamos a analisar este estilo artístico que é o predominante nas cidades que surgiram no século XVIII, o que propicia a identificação de nosso arcabouço cultural. Nesse sentido, utilizamos fotografias de Ouro Preto e da Cidade de Goiás para ilustrar quais são as principais características do Barroco colonial, que mesmo sendo uma tendência artística dos primeiros séculos de ocupação portuguesa no Brasil, se apresenta de forma particular em cada uma destas cidades. Produções escritas relacionadas aos textos analisados foram também realizadas nestas duas aulas. Tema proposto aos alunos: “As cidades de antigamente e o estilo arquitetônico Barroco colonial”

Na décima segunda aula foi realizada uma estratégia, nomeada de quebra cabeças. A atividade consistiu no seguinte: foi escrito alguns conceitos e categorias de análise trabalhados no decorrer do projeto de estágio de forma aleatória, espalhados pelo quadro- negro e circuladas com gizes coloridos. A partir de então os alunos iam dando suas sugestões, a fim de fazerem com que todas as peças se ligassem de forma coerente. A atividade teve o objetivo de projetar as crianças para a análise da história regional no século XX. Ao montarmos este quebra cabeças com conceitos e categorias de análises voltados para a Educação Patrimonial, foi utilizada algumas peças que historicamente correspondem a elementos relacionados à construção planejada da cidade onde vivemos: Goiânia.

A Avaliação

Na décima terceira e décima quarta aulas, os alunos se reuniram em duplas para relerem todos os textos trabalhados no projeto de estágio. As crianças receberam a incumbência de produzirem uma redação e desenhos que concluíam os textos e conteúdos analisados. Era uma preparação para o Teste de sondagem.

A avaliação do processo de ensino-aprendizagem nessa Fase de ensino é contínua e longitudinal, ou seja, ocorre diariamente. A participação em sala de aula é realizada por meio da elaboração de perguntas pelo professor, por pesquisas indicadas para serem realizadas extra-classe, bem como o cumprimento da tarefa de casa, regularmente, ajudam a compor os conceitos da escala –período de um bimestre letivo – e ao final, converte-se tal produção em conceito (A,B,C) definidos como satisfatórios; D, conceito insatisfatório e E, insuficiente.

Em História visa-se a elaboração de alguns conhecimentos históricos por parte do aluno. O conhecimento é avaliado em diferentes dimensões: aquisição de habilidades cognitivas como senso de investigação, observação, comparação, análise, compreensão dos conceitos trabalhados em um texto, tentando evitar que se discuta “tudo” e não o “todo” relacionado a um conteúdo específico.[5]

Expectativas

A experiência do projeto de estágio possuiu diversos aspectos relevantes para a formação profissional dos estagiários - que também representa uma fase no processo infinito de aprendizado- e também na construção do aprendizado das crianças. A experiência surpreendeu nossas expectativas. Se fosse mencionar cada situação nova que acontecia a cada aula, a cada dia, poderíamos escrever um livro.            Por se tratar de uma experiência de estágio da disciplina de História na 3a série do Ensino Fundamental do CEPAE, este trabalho inovador possibilitou a todos os participantes (professor regente, estagiários e alunos) a rica oportunidade de exercitar  o que foi apreendido durante os quatro anos do curso de bacharelado e licenciatura. A prática pedagógica adotada por todos nós foi a da tolerância e a do respeito aos limites de cada um, aos compromissos assumidos, e principalmente à meta de construção coletiva do conhecimento. O caráter inovador desse trabalho reside também neste fato. Geralmente, o professor oferece as possibilidades de ensino ao aluno, nossa opção foi aproximar ao máximo da perspectiva sócio-interacionista oferecida pela psicologia do desenvolvimento humano de Vygotsky. Neste trabalho as aulas foram sendo construídas com a sugestão de todos dentro de sala de aula, uma vez que os eixos temáticos abordados na III Escala são relativamente recentes em alguns cronogramas escolares.

Finalmente, tomando a educação patrimonial como um campo de pesquisa, como foi analisado e desenvolvido no projeto de estágio, faz-se necessário enfatizar o quanto ela necessita ser apropriada por um maior número de professores. Alargar o campo de pesquisa, fazendo com que as decisões relacionadas à preservação sejam compartilhadas por um número maior de atores sociais é um grande desafio a ser enfrentado pelas políticas públicas de preservação e de educação na atualidade. Ao considerar que a História é marcada por duas características essenciais, a mudança e a diferença, é importante não deixar de levá-las em conta nesta discussão, sob o desgosto de nosso patrimônio ser reduzido à patética preservação de restos do passado, que expressam apenas a vontade, o desejo e a memória de poucos, quase nada dizendo sobre a diversidade e as dinâmicas culturais que efetivamente marcam a riqueza de nossas cidades, regiões ou país. [6]

Autores

1Doutoranda - Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia/Departamento de História. Contato: crmoraes@fchf.ufg.br
2 Mestre – CEPAE/UFG.
3 Especialista / UFG.
4 Mestranda / UFG

Notas


[1] ITAQUI, José. Educação Patrimonial e desenvolvimento sustentável. In: Revista Ciências & Letras. Porto Alegre: FPAECL, n. 27,jan/jun. 2000, pp.229-245.

[2] HORTA, Maria de Lourdes P. Fundamentos da educação Patrimonial. In: Revista Ciências & Letras. Porto Alegre: FPAECL, n. 27,jan/jun. 2000, pp.25-35.

[3] Sobre atividades educacionais desenvolvidas sobre o tema, ver dentre outros: CAMPANI, Adriana. Educação Patrimonial: em busca de espaços além da escola. Buenos Aires: Congresso Internacional de Educação, 1996; FENELON, Déa R. “Políticas Culturais e Patrimônio Histórico”. In: Cultura e Memória: Perspectivas da Administração Pública Brasileira Hoje.. Brasília: Cadernos ENAP, vol. 1, n. 2, 1993; SAVIETO, Mônica. “Trabalhando com a fonte material em sala de aula.” In: II Encontro Perspectivas do Ensino de História. São Paulo: USP/FEUSP/CNPq, 1996; HORTA, Maria de Lourdes P et all. Guia Básico da Educação patrimonial. Brasília: IPHAN, Museu Imperial, 1999.

[4] CORSETTI, Berenice. Neoliberalismo, memória histórica e educação patrimonial. In: Revista Ciências & Letras. Porto Alegre: FPAECL, n. 27,jan/jun. 2000, pp.49-57.

[5] Projeto Político Pedagógico da Sub-área de História, 2005.

[6] POSSAMAI, Zita Rosane. O Patrimoônio em construção e o conhecimento histórico. In: Revista Ciências & Letras. Porto Alegre: FPAECL, n. 27,jan/jun. 2000, pp.13-24.

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